
NÚMEROS
O quarto livro da "Lei de Moisés" foi denominado, em hebraico "Bamidbar"(no deserto) pois nele está narrada a história dos israelitas em sua larga permanência no deserto. Denominou-se também "Humash Hapekudim"(Livro dos Censos), pelos diversos censos incluídos nos seus primeiros capítulos. A "Versão dos Setenta" chamou este livro de "Aritmoi"(Números). Entretanto, o sentido que eles quiseram dar com esta denominação, é o de censos. O conteúdo de "Números" pode-se dividir, em três partes principais.
Na primeira encontra-se os censos e as disposições das tribos, antes de empreender a viagem pelo deserto; a consagração dos Levitas para o serviço do Tabernáculo; as leis do Nazireado, da mulher suspeita de infidelidade, e outras diversas leis e acontecimentos passados antes da partida do Sinai.
A segunda parte inclui quase tudo o que sucedeu aos filhos de Israel em sua vida no deserto. Fome, sede, e toda a classe de dificuldades; os doze exploradores, e a falta de confiança do povo pela qual foi condenado a vagar no deserto até morrer a velha geração, sendo substituída pela nova, para a conquista da terra prometida. Nesta parte estão narradas também a rebelião de Coré e sua gente, algumas leis, e por fim, a falta cometida por Moisés e Aarão nas águas de "Meribá", em Kadesh, do deserto de "Tsin", pela qual lhes foi proibida a entrada em terra santa.
Na parte final são relatados os acontecimentos até a chegada dos israelitas às margens orientais do rio Jordão. A morte de Aarão, a criação da serpente de cobre, as vitórias sobre os reis "Sihon" e "Og", entremeio de leis, e outros relatos.
Do ponto de vista literário, "Números" desperta muito interesse pelo seu estilo, tanto dramático como legislativo, em todas as suas partes. Os sete versículos(14-20) do capítulo vinte, os oráculos de Bilam são de grande importância histórica. A parte literária destes capítulos, pela sua forma poética, constitui um verdadeiro documento da poesia hebraica antiga. Este livro contém mil e duzentos e oitenta e oito versículos.
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